Clubes cobrem marcas e vão à Justiça por volta das bets


Os clubes do Brasileirão começaram a modificar os seus uniformes e canais oficiais de comunicação em cumprimento à Medida Provisória que determina a proibição das casas de apostas no país. A determinação governamental se inicia a partir desta terça-feira, 6, e impacta diretamente a estrutura financeira das equipes, que vão à Justiça pela volta das conhecidas bets.
Como os clubes estão se adequando à proibição
O Flamengo, por exemplo, adotou medidas imediatas nas atividades do elenco, aplicando fita adesiva sobre o logotipo da patrocinadora máster em partes do vestuário e retirando as peças publicitárias das publicações em redes sociais.
A diretoria rubro-negra acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar as restrições impostas pela norma, argumentando que a interrupção repentina dos contratos acarreta perdas substanciais no fluxo de caixa orçado para a temporada.
O mesmo movimento foi visto no Atlético-MG e no Cruzeiro. Os clubes de Belo Horizonte se apressaram em retirar as propagandas. Por outro lado, Palmeiras e São Paulo parecem esperar até as 23h59 desta segunda para cumprir a determinação.
Qual é a dimensão do impacto comercial no Brasileirão?
De acordo com levantamentos sobre a medida, 14 das 20 equipes que disputam a Série A têm acordos vigentes com empresas do setor. Os departamentos jurídicos das instituições trabalham na tentativa de flexibilizar prazos ou obter liminares judiciais, enquanto a gestão esportiva busca alternativas no mercado corporativo para suprir a lacuna das receitas de publicidade.

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Fonte Original: Placar