Dia das Crianças: como presentear sem comprometer o orçamento
O Dia das Crianças, celebrado no próximo dia 12, movimenta o comércio e estimula o consumo das famílias. Com um cenário de elevado endividamento, é preciso ficar atento às variações de preços e ao planejamento para que as compras não pesem no bolso.
Segundo o Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o Brasil terminou o mês de agosto com 73,71 milhões de consumidores inadimplentes.
Para o educador financeiro da Sicredi Serrana, Creiciano Paiva, a data também pode ser aproveitada para introduzir as crianças em conversas simples sobre dinheiro. “O Dia das Crianças pode ser muito mais do que uma data de consumo. É uma oportunidade para os pais conversarem com os filhos sobre escolhas, prioridades e o valor do dinheiro. Quando a criança participa desse processo, mesmo que de forma adequada à sua idade, começa a compreender que nem tudo o que deseja precisa ser comprado imediatamente”, explica.
“Uma das primeiras recomendações é definir um limite para a compra antes de começar a pesquisar os presentes. A partir desse valor, a família pode comparar preços e avaliar diferentes possibilidades. O parcelamento também merece atenção: mesmo que uma parcela pareça pequena, é importante considerar o impacto da soma das prestações no orçamento mensal”, pontua Paiva.
Outra possibilidade é envolver a criança na escolha. Em vez de simplesmente apresentar diversas opções, os responsáveis podem estabelecer um valor e explicar que será necessário escolher dentro daquele limite. A estratégia ajuda a trabalhar conceitos como planejamento, prioridades e tomada de decisão.
A educação financeira na infância é justamente uma das frentes do Cooperação na Ponta do Lápis, programa do Sicredi voltado à disseminação de conhecimentos para uma relação mais consciente com o dinheiro. A proposta é estimular hábitos financeiros saudáveis e mostrar que o aprendizado pode começar com situações presentes no cotidiano das famílias.
“Não é necessário transformar a criança em especialista em finanças. Pequenas situações do dia a dia já são suficientes para ensinar. Escolher entre dois brinquedos, guardar parte de uma quantia recebida ou estabelecer uma meta são experiências que ajudam a construir essa consciência”, acrescenta Creiciano.
Para os adultos, a principal recomendação é evitar que o desejo de proporcionar um presente especial resulte em uma dívida que comprometa outras despesas.









