Um Brasil de processos, escândalos e tensão
Se teve um nome que não saiu dos noticiários em 2025, foi o do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ano abriu e fechou com ele no centro das discussões e movimentações políticas.
Tudo começou em março, quando a 1ª Turma do STF aceitou, por unanimidade, a denúncia da PGR e tornou Jair réu por tentativa de golpe de Estado, dado os acontecimentos de 8/1.
Nos meses que seguiram, uma sucessão de fatos o envolvendo. Em junho, ele esteve em julgamento frente a frente com Alexandre de Moraes. Em julho, teve sua condenação oficialmente solicitada pela PGR.
A pressão aumentou no mês seguinte. Bolsonaro passou a usar tornozeleira eletrônica, teve imposto toque de recolher, foi proibido de usar redes sociais e de manter contato com aliados — incluindo um de seus filhos.
Em setembro, o processo chegou ao seu desfecho jurídico: o STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, reconhecendo seu papel na tentativa de golpe. A partir
Em prisão domiciliar até novembro, o mês 11 marcou o esgotamento das possibilidades de defesa, com Jair tendo sua prisão decretada, passando a cumprir pena na SuperIntendência da PF. Isso sem falar no recente “surto da tornozeleira eletrônica”.
Escândalo do INSS
Em abril, o Brasil foi surpreendido por um esquema bilionário de fraudes no INSS. Investigações da PF e da CGU revelaram que aposentados e pensionistas tiveram descontos mensais indevidos em seus benefícios, como se estivessem filiados a associações e sindicatos.
O esquema funcionava como uma cobrança automática, e segundo os investigadores, quase 100% dos valores descontados entre 2019 e 2024, com prejuízo estimado em até R$ 8 bilhões.
O caso ganhou ainda mais repercussão política ao atingir o Sindnapi, cujo vice-presidente é Frei Chico, irmão do presidente Lula.
Escândalo no Master
No segundo semestre, foi o sistema financeiro que entrou em estado de alerta. O Banco Master, que já era questionado pelas comissões fora do normal e CDBs que pagavam até 140% do CDI e que já tinha visto sua venda ao BRB ser barrada pelo Banco Central, viu seu império desmoronar.
Após uma tentativa frustrada de venda para a Fictor Holding, o Banco Central barrou o negócio e decretou a liquidação extrajudicial da instituição, que ostentava um crescimento de 2.000% em apenas cinco anos.
A crise culminou na Operação Compliance Zero, com a prisão do dono do banco, Daniel Vorcaro, tentando deixar o país para fugir de uma investigação de rombo de R$ 12 bilhões.

(Imagem: AFP)




