Conheça Colidio, ex-‘joya argentina’ contratada pelo Vasco
Quando passou a estampar manchetes, Facundo Colidio parecia ser um nome que chegaria ao topo do futebol argentino. Convocado desde as seleções de base, disputando espaço com nomes como Julián Álvarez e Thiago Almada, o atacante foi comprado pela Inter de Milão antes mesmo de estrear profissionalmente pelo Boca Juniors.
O clube italiano desembolsou cerca de 7 milhões de euros por um jogador que chamava a atenção nas categorias inferiores. Quase uma década depois, o argentino chega ao Vasco em fase diferente.
Atualmente, não é a promessa que encantava a Argentina, mas sim um atacante pronto, experiente e que, mesmo sem chegar perto do que se esperava, é dono de mais de 250 jogos como profissional.
Colidio como ‘joya’
Colidio foi figurinha carimbada nas seleções argentinas desde o sub-15. Em 2015, marcou quatro gols no Sul-Americano da categoria e terminou em terceiro lugar ao lado de nomes como Fausto Vera e Agustín Almendra.
Colidio foi criado na base do Boca Juniors – Divulgação / Instagram
Dois anos depois, foi ao Sul-Americano sub-17 como um dos principais nomes da equipe, agora dividindo elenco também com Benjamín Rollheiser e Nehuén Pérez. Já no ciclo do Sub-20, passou a integrar uma geração mais talentosa, disputando espaço com Julián Álvarez e Thiago Almada, além de ter como companheiros Leonardo Balerdi, Facundo Medina e Aníbal Moreno.
As aparições em torneios relevantes das categorias o fizeram ser chamado de joia pela mídia especializada. Em reportagem publicada antes do Sul-Americano Sub-17 de 2017, por exemplo, o La Nación apresentou Colidio como “la joya juvenil de Boca”, rótulo que o acompanhou até sua transferência para a Inter de Milão.
Leonardo Balerdi (esq.) e Facundo Colidio (dir.) pela seleção argentina de base – Divulgação / Instagram
A ida precoce à Europa, porém, não foi o caminho do sucesso que muitos imaginavam. Na Inter, Colidio nunca conseguiu atuar na equipe principal. Passou pela Primavera, foi emprestado ao Sint-Truiden, da Bélgica, e não desabrochou, encerrando seu período no Velho Continente com 3 gols e 9 assistências em 45 partidas.
Colidio comemora gol pelo Primavera da Inter – Divulgação / Instagram
Um Colidio maduro
De volta à Argentina emprestado ao Tigre em 2022, o atacante recuperou confiança, virou titular e passou a mostrar um futebol muito mais maduro. Em um ano e meio pela equipe da Grande Buenos Aires, disputou 72 partidas, marcou 11 gols e distribuiu 10 assistências.
Além disso, se destacou pela mobilidade, pela inteligência para atacar espaços e pela capacidade de jogar ao lado de um centroavante mais fixo. Especialmente ao lado de Mateo Retegui, hoje naturalizado para atuar pela seleção da Itália, voltou a ser valorizado.
Colidio comemora gol pelo Tigre. Ao fundo, Mateo Retegui – Divulgação / Instagram
Ao fim de seu período emprestado para o Tigre, Colidio optou por defender o River Plate, maior rival do Boca Juniors, clube de sua formação. Pelos Millonarios, depois de um início irregular, ganhou espaço com Marcelo Gallardo e foi peça importante do sistema ofensivo do River.
Com a camisa do River, Colidio somou 136 jogos, 32 gols e 14 assistências.
Como joga Colidio
Embora costume atuar como centroavante, Colidio está longe de ser um clássico da posição. Seu jogo passa pela movimentação constante, capacidade de arrastar defensores e cair pelas beiradas.
Da mesma forma, é bom atacando profundidade e participando da construção das jogadas. Assim, Colidio pode ser utilizado também como um segundo atacante, meia-atacante com um centroavante à frente ou partindo da esquerda.
Colidio comemora gol pelo River Plate – Divulgação / Instagram
No entanto, relatos da imprensa da Argentina e da Bélgica apontam um problema que acompanha Colidio durante toda sua carreira. Segundo as análises, o atacante participa da pressão sem bola, cria espaços para os companheiros, oferece opções de passe e cria chances, mas ainda alterna boas sequências com períodos de pouca eficiência nas finalizações.
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Fonte Original: Placar






