Bumbum dos sonhos: por que treino e dieta nem sempre são suficientes para definir o contorno dos glúteos

Médica explica como fatores como genética, distribuição de gordura, flacidez e qualidade da pele influenciam o formato do bumbum e fala sobre a combinação de tratamentos na harmonização glútea

Conquistar um bumbum mais firme, empinado e com contornos definidos é um dos objetivos estéticos mais buscados nos consultórios atualmente. Embora os  exercícios físicos e uma  alimentação equilibrada sejam fundamentais para o desenvolvimento da musculatura e a manutenção de um percentual de gordura saudável, nem sempre  conseguem produzir o resultado desejado.

De acordo com a médica Renata Melo, referência em tratamentos estéticos, o formato dos glúteos não depende apenas da quantidade de músculo. “Genética, idade, distribuição de gordura corporal, estrutura óssea, elasticidade e qualidade da pele, além do grau de flacidez, também interferem diretamente no contorno da região”, ressalta.

Segundo a médica entender essas características é fundamental para definir uma estratégia individualizada.

Treino e dieta são a base

A prática de exercícios, especialmente aqueles que promovem o fortalecimento e a hipertrofia dos glúteos, é uma das principais estratégias para quem busca aumentar o volume e melhorar o desenho da região. A alimentação também tem papel importante, principalmente quando o objetivo envolve ganho de massa muscular e controle da gordura corporal.

No entanto, a médica explica que  existem características que não podem ser modificadas apenas com exercícios ou dieta. A flacidez da pele, por exemplo, pode permanecer mesmo após uma pessoa perder gordura ou ganhar massa muscular.

“Treino e alimentação são indispensáveis e devem ser a base de qualquer projeto corporal. Mas eles atuam principalmente sobre a musculatura e a composição corporal. Quando existe uma alteração de qualidade da pele, flacidez ou perda de sustentação dos tecidos, precisamos avaliar outras possibilidades”, afirma Renata.

A genética é outro fator determinante. Formato da pelve, inserção muscular, distribuição de gordura e características da pele fazem com que cada pessoa tenha uma anatomia diferente. Por isso, não existe um padrão único de glúteo considerado ideal para todas as mulheres.

Além disso, o processo de envelhecimento provoca mudanças na produção de colágeno e elastina, o que pode contribuir para perda de firmeza e alteração do contorno corporal.

Procedimentos como aliados

É nesse contexto que a harmonização glútea pode ser considerada. O conceito envolve a avaliação das proporções da região e a utilização de diferentes recursos para melhorar aspectos como contorno, firmeza e qualidade da pele, sempre de acordo com as necessidades de cada paciente. Entre as possibilidades estão os bioestimuladores de colágeno e o uso de ácido hialurônico que têm como objetivo estimular a produção de colágeno pelo próprio organismo e melhorar progressivamente a qualidade e a sustentação da pele.

“Não se trata de aumentar o bumbum. O objetivo principal é trabalhar a qualidade do tecido, estimulando o colágeno e contribuindo para uma pele mais firme e com melhor aspecto. A indicação depende muito do que encontramos na avaliação”, salienta Renata.

A combinação de procedimentos pode ser especialmente interessante quando diferentes características estão presentes ao mesmo tempo. Uma paciente pode, por exemplo, apresentar boa musculatura, mas ter flacidez de pele; outra pode ter pouca projeção em determinadas áreas; e uma terceira pode se incomodar principalmente com irregularidades no contorno. Para a médica, não se deve pensar em um procedimento isolado como para resolver todos os problemas.

De acordo com Renata,  a harmonização é justamente a possibilidade de combinar estratégias, quando existe indicação, para tratar diferentes aspectos da região de maneira equilibrada.

Nem todo bumbum precisa de mais volume

Um dos pontos importantes na busca pelo chamado “bumbum dos sonhos” é entender que aumentar o volume não significa necessariamente melhorar o contorno. Em alguns casos, o que faz diferença é trabalhar a firmeza da pele ou determinadas proporções corporais.

A avaliação médica deve considerar a anatomia individual, o grau de flacidez, a quantidade e a distribuição de gordura, a musculatura e as expectativas do paciente. “Às vezes, a pessoa chega ao consultório dizendo que quer aumentar o bumbum, mas, durante a avaliação, percebemos que o principal incômodo é a falta de firmeza ou uma alteração no contorno. O tratamento precisa partir daquilo que realmente está causando a insatisfação, e não simplesmente oferecer volume”, afirma a profissional.

Para  Renata, o principal cuidado na harmonização glútea é evitar a busca por resultados padronizados. O planejamento deve considerar o corpo como um todo e estabelecer expectativas realistas. A combinação entre atividade física, alimentação adequada e procedimentos, quando indicados, pode proporcionar resultados mais completos. Entretanto, a escolha dos tratamentos, as substâncias utilizadas, as quantidades e a necessidade de associação entre técnicas devem ser definidas individualmente por um profissional habilitado.

“O melhor resultado não é necessariamente o maior bumbum. É aquele que consegue melhorar o contorno, a proporção e a qualidade da pele sem perder a naturalidade. Quando associamos hábitos saudáveis a procedimentos bem indicados, conseguimos trabalhar diferentes aspectos do corpo de uma forma muito mais estratégica”, conclui a médica.

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Bumbum dos sonhos: por que treino e dieta nem sempre são suficientes para definir o contorno dos glúteos


Dra Renata Melo

Harmonização glútea – imagem ilustrativa