Os três pecados que os gestores cometem no início do ano

Falta de planejamento estruturado, desprezo pelos números do ano anterior e centralização excessiva das decisões estão entre os três principais erros cometidos por gestores no início do ano. A avaliação é do consultor empresarial e conselheiro suplente do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES), Admº Rodrigo Souza, que alerta para o impacto dessas falhas sobre os resultados das empresas ao longo de todo o exercício.

De acordo com ele, o primeiro equívoco acontece quando o gestor substitui método por intenção. “É comum começar o ano com boas ideias, mas sem metas, indicadores, prazos e orçamento. Quando isso acontece, a gestão fica reativa e perde a capacidade de direcionar o negócio de forma estratégica“, afirma.

O segundo erro, segundo o conselheiro, é iniciar um novo ciclo sem avaliar o desempenho do período anterior. “Muitos gestores evitam olhar para os números que mostram falhas, desperdícios e decisões equivocadas. Sem esse diagnóstico, o novo ano começa carregando os mesmos problemas, o que compromete qualquer tentativa de crescimento“, explica Rodrigo Souza.

Já a centralização excessiva das decisões cria gargalos e reduz a eficiência das organizações. Para o representante do CRA-ES, o acúmulo de funções nas mãos do gestor compromete a velocidade e a qualidade das decisões. “Gestão profissional exige processos bem definidos e delegação qualificada. Quando tudo depende de uma pessoa só, a empresa perde agilidade e aumenta os riscos“, pontua.

O CRA-ES reforça que o início do ano deve ser tratado como um momento estratégico, com planejamento técnico, análise de dados e definição clara de responsabilidades. “Janeiro não muda uma empresa por si só. O que muda o rumo de um negócio são decisões bem estruturadas, baseadas em informação e responsabilidade administrativa“, conclui Rodrigo Souza.

Os três pecados que os gestores cometem no início do ano