Tecnologia de rastreamento ocular traz precisão inédita ao diagnóstico do Autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento
Clínica capixaba Vidah Kids adota tecnologia de Eye Tracking para identificar biomarcadores do TEA antes das manifestações comportamentais evidentes
A clínica capixaba Vidah Kids adotou, de forma pioneira no Espirito Santo, a tecnologia de Eye Tracking (rastreamento ocular) para aprimorar o diagnóstico diferencial e o monitoramento terapêutico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e do TDAH em crianças e adolescentes. A ferramenta, amplamente validada pela neurociência internacional, consegue mapear a fixação ocular em milissegundos. O procedimento, que dura de 5 a 10 minutos, capta biomarcadores visuais objetivos e imperceptíveis à observação clínica convencional, operando como um exame de imagem do comportamento social da criança sem causar qualquer desconforto.
O fundamento neurobiológico da tecnologia introduzida pela Vidah Kids reside na análise da atenção social espontânea. Enquanto indivíduos com desenvolvimento típico possuem uma predisposição nata para focar em estímulos sociais — como expressões faciais e a região dos olhos —, pacientes no espectro autista apresentam trajetórias e fixações oculares distintas, refletindo diretamente o funcionamento e a ativação de redes neurais específicas.
Por meio de dados quantitativos, o sistema monitora respostas estruturais associadas a três áreas cerebrais específicas, revelando se o cérebro processa rostos humanos com a mesma prioridade dada a objetos inanimados.
A grande inovação metodológica consiste em cruzar esses dados matemáticos e objetivos com a tradicional avaliação multiprofissional humanizada da clínica. O exame é totalmente não invasivo e silencioso: a criança senta-se confortavelmente diante de uma tela para assistir a vídeos curtos e lúdicos, simulando o ambiente de casa, enquanto os sensores ocultos captam os movimentos oculares sem necessidade de imobilização.
“Na prática, o que o Eye Tracking traz de novo para a nossa clínica é fazer o invisível se tornar visível. Ele não substitui a avaliação médica e clínica, mas atua como um ‘exame de imagens’ do comportamento social da criança, permitindo a identificação precoce de sinais de risco antes mesmo que as manifestações comportamentais fiquem claras”, explica a Dra. Larissa de Sousa, médica neurocirurgiã pediátrica e neuropsiquiatra infantil à frente da Vidah Kids.
“Além de confirmar visualmente o diagnóstico clínico, trazemos uma personalização inédita para a terapia, mapeando exatamente quais estímulos captam ou perdem a atenção da criança. O grande diferencial está no acompanhamento: podemos realizar o exame periodicamente, constatando visual e matematicamente a melhora da atenção e do engajamento. É a prova em dados de que o cérebro está evoluindo com o tratamento”, conclui a especialista.
A aplicação periódica da ferramenta serve como métrica científica para o trabalho das equipes de psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Além de otimizar as janelas de maior plasticidade cerebral dos pacientes, os relatórios precisos dão suporte e direcionamento assertivo para as famílias e para o plano pedagógico das escolas.

Larissa de Sousa_Crédito Foto Divulgação






