Um povo, uma história, múltiplas identidades: vem aí o Museu da Identidade Capixaba (MIC)
Com proposta contemporânea, interativa e imersiva, será lançada, em Vitória, a Pedra Fundamental do MIC – Museu da Identidade Capixaba, um museu único, voltado à valorização da cultura e da memória do Espírito Santo
Vitória se prepara para receber um marco cultural inédito: o início de um trabalho que materializará a identidade capixaba. A cidade ganhará seu primeiro museu dedicado a apresentar, de forma ampla e interativa, a história, a cultura e as transformações sociais do Espírito Santo. O projeto tem como proponente o Instituto Modus Vivendi que, após anos de experiência com a cultura e a história dos capixabas, traz essa iniciativa para o Estado. Sua realização contará com a parceria de relevantes empresas capixabas, representantes da sociedade civil e agentes culturais. O MIC nasce com a missão de preservar e valorizar o patrimônio material e imaterial capixaba, fortalecendo a identidade regional para as futuras gerações.
Viabilizado com recursos próprios e da Lei Rouanet, o MIC tem apoio do Governo do Estado e patrocínio das empresas ArcelorMittal Unidade Tubarão, Zurich Airport Brasil, Banestes, Estel, Brametal, EDP, Grupo Águia Branca, Grupo Buaiz, Apex e Grupo Coutinho. O Grupo Buaiz é parceiro também na cessão da área onde o MIC será construído. Até o momento já foram captados 70% do aporte.
“Quem somos, de onde viemos e como nos reconhecemos? Com essas perguntas nasceu o MIC. Ele chega para documentar e materializar a história do capixaba, para divulgar sua identidade. O Museu vai mostrar a pluralidade como uma das nossas principais características, demonstrar de forma imersiva e documental tudo sobre nossos costumes, nossas memórias, nosso patrimônio e, principalmente, aguçar o nosso pertencimento. Vamos conectar tradição, tecnologia e educação em uma experiência única para moradores e visitantes”, diz a presidente do Instituto Modus Vivendi e gestora do MIC, Erika Kunkel.
O MIC será um marco na valorização da nossa identidade cultural, reunindo história, cultura e arte em ambiente acessível e inspirador. O espaço funcionará como um verdadeiro polo de criatividade e diálogo, incentivando novas formas de expressão e promovendo o encontro entre diferentes linguagens artísticas, o que impulsionará o desenvolvimento da cena cultural local.
Além da relevância para os capixabas, o museu tem tudo para se tornar um destino estratégico para turistas do Espírito Santo e de outras regiões, graças à sua localização privilegiada, no complexo do Aeroporto de Vitória, em Goiabeiras. “Ter um museu integrado ao complexo aeroportuário, reforça nossa contribuição com o desenvolvimento regional, amplia a atratividade turística e oferece aos visitantes uma nova forma de conexão com a cultura capixaba logo na chegada ao destino”, destaca Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil.
Importantes instituições capixabas, como o Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha e o Arquivo Público do Estado, uniram forças para também ajudar na construção do Museu da Identidade Capixaba.
“O MIC surge como importante parceiro do Arquivo Público do Estado, ampliando as possibilidades de integração entre documentação, pesquisa, educação e difusão cultural, fortalecendo ainda mais as ações de preservação da memória e valorização da diversidade que caracteriza o povo capixaba, oferecendo um espaço vivo de conhecimento, reflexão e pertencimento”, disse o Diretor Geral do Arquivo Público do Espírito Santo, Cilmar Franceschetto.
“O Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha sente-se honrado em participar desse magnifico projeto e acreditamos que vem preencher uma lacuna importante de nossa cultura mostrando como as diversas etnias e povos imigrantes construíram esse estado próspero e maravilhoso de se viver”, reforçam Luiz Paulo Rangel presidente e historiador e Manoel Goes Neto pesquisador.
Um museu, múltiplas histórias e memórias
O MIC pretende transformar a maneira como moradores e visitantes conhecem o Estado, reunindo em um único ambiente os elementos que compõem seu patrimônio histórico, social e cultural. Sua construção demandará investimentos de R$17 milhões obtidos por meio da Lei Rouanet. Sua conclusão e entrega estão previstas para 2029.
Localizado no entorno do Aeroporto Eurico Salles, em área de três mil metros quadrados, entre suas premissas, o Museu será um marco na criação da identidade capixaba; um pilar do monumento histórico, artístico e afetivo como preservação de suas identidades; marcará a identidade capixaba como preservação do patrimônio material e imaterial; e criará vínculos afetivos com o espaço territorial.
O MIC destacará a riqueza cultural capixaba por meio de seus patrimônios materiais, como o Palácio Anchieta, a Capela de Santa Luzia, a Igreja Nossa Senhora do Rosário, a Igreja dos Reis Magos e o Santuário de Anchieta. Também dará ênfase à herança imaterial, celebrando a gastronomia (moqueca e socol), as manifestações tradicionais (congo e jongo), o folclore, as artes e a economia local, além de homenagear personalidades que ajudaram a construir a história do estado.
Segundo Erika Kunkel, presidente do Instituto Modus Vivendi, o projeto museológico e museográfico a ser implantado prevê a oferta de uma experiência cultural imersiva e educativa, orientada por eixos temáticos e por uma proposta arquitetônica de perfil contemporâneo, sustentável e acessível.
A concepção arquitetônica do Museu da Identidade Capixaba foi desenvolvida pelo Estúdio Protobox, escritório especializado em projetos para educação, cultura e inovação. “Pensamos o Museu da Identidade Capixaba como um espaço de encontro, aprendizagem e pertencimento. Para além de um edifício, foi concebido para proporcionar experiência cultural acessível e imersiva, com espaços para exposições permanentes e temporárias, espaços educativos e ambientes preparados para oferecer diferentes formas de vivenciar a identidade capixaba” explica a arquiteta Renata la Rocca, sócia do Estúdio Protobox.
O espaço contará com arena imersiva, áreas expositivas permanentes e temporárias, cafeteria, loja, espaços educativos e sala multissensorial, destinada a proporcionar acolhimento e conforto a pessoas neurodivergentes. O projeto também contemplará áreas internas e externas, além de recursos de acessibilidade física, visual, auditiva e intelectual.
O MIC também se destaca pelo uso de tecnologias de novas mídias, como projeções, hologramas, realidade aumentada e experiências interativas digitais. Entre os recursos previstos está uma arena imersiva de 360 graus, com capacidade para 240 pessoas, concebida para aproximar o público das histórias, paisagens e manifestações que compõem a identidade capixaba por meio de uma experiência inovadora e inédita no Espírito Santo.
Haverá ainda uma trilha dedicada à exploração da identidade capixaba e o lançamento de personagem voltado ao público infantil, o Capixabinha, que atuará como um amigo virtual para aproximar as crianças do universo cultural do museu.
Com projeção de 200 mil visitantes por ano, o MIC terá como contrapartida social a educação e inclusão social por meio de visitas gratuitas e ações pedagógicas, além de integração com escolas, universidades e comunidade.
Pedra Fundamental
A pedra fundamental do Museu da Identidade Capixaba nasceu não apenas como um marco inicial, mas como uma obra de arte viva que sintetiza a alma capixaba. Criada pelo renomado escultor José Carlos Vilar, a peça foi confeccionada em aço corten e impressiona por suas dimensões: três metros de comprimento, 65 centímetros de altura e uma delicada espessura de apenas três milímetros.
Moldada por meio de um processo de calandragem, a peça desconstruiu a agressividade natural do metal para ganhar a fluidez e a leveza poética das ondas, tema recorrente na pesquisa do artista sobre as infinitas possibilidades do aço.
Surpreendendo a expectativa tradicional, a obra foi instalada na vertical em vez da horizontal; a inversão faz com que a traduza o movimento do vento, dialogando organicamente com a área externa do aeroporto onde o museu será construído.
Além disso, Vilar integrou a oxidação natural do material e as hastes de fixação ao chão, necessárias devido aos fortes ventos da região, como elementos puramente estéticos da composição, eliminando o conceito de uma base tradicional e fazendo com que a obra se consolide e se fortaleça pela própria força de sua forma.
Sobre Instituto Modus Vivendi
O Instituto Modus Vivendi é uma OSC fundada em 2007. Nasceu da união de empreendedores sociais e culturais guiados pela crença de que preservar o passado e cuidar do hoje impulsiona o nosso futuro. A entidade se consolidou como referência nacional na valorização do patrimônio histórico e cultural. A partir de sua expertise em toda a cadeia produtiva de projetos culturais, o Instituto garante que a memória e a cultura permaneçam vivas e acessíveis, sempre com um olhar voltado para as futuras gerações.
Erika Kunkel é historiadora e empreendedora cultural e há mais de 15 anos dirige o Instituto Modus Vivendi. Restaurou e readequou marcos como o Theatro Carlos Gomes, as ruínas de Queimado, o Santuário de São José de Anchieta, criou o Centro de Interpretação da Aldeia de Reis Magos e Centro de Interpretação Fazenda de Araçatiba.
Vitória, 22 de junho de 2026
Mais informações:
Ilda Castro
Mile4 Comunicação
27 99972 1274












