Azteca mantém mística e faz México sonhar o impossível
O Estádio Azteca está acostumado a grandes emoções. Talvez mais emoções dos outros é verdade. A seleção mexicana está dando novo significado a história do palco de duas finais de Copas com um desempenho de emocionar mesmo quem viu Pelé em 1970 e Maradona em 1986. A seleção local venceu a equatoriana nesta terça-feira, 30, na Cidade do México, e fez chover cerveja com a classificação para as oitavas de final deste Mundial.
La Tri agora aguarda o vencedor de Inglaterra e RD Congo, que se enfrentam nesta quarta, a partir das 13 horas (de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos EUA.
A mística está renovada ao mesmo tempo em que faz o México sonhar com as Copas de suas melhores classificações. Uma pena — para os mexicanos, os amantes de futebole a própria Fifa — que o Azteca viverá só mais uma vez essa atmosfera, com apenas mais um jogo no calendário de 104 partidas.
Julian Quiñones e Raul Jiménez, aos 22 e aos 31 minutos do primeiro tempo, foram os responsáveis pela imensa alegria do mar de camisas verde que acordou cedo, enfrentou uma chuva que chegou a ameaçar o pontapé inicial e foi às ruas mesmo para a partida que começava só às 20 horas locais. O Fifa Fan Festival, no histórico Zócalo, no centro da DF, já estava cheio para o primeiro dos três jogos do dia.
Dentro do estádio, regado à muita bebida e tortillas, o conhecido “olé” veio logo com três minutos de jogo. Se a torcida ameaçasse acalmar, a banda subia o tom e dava ainda mais vida ao lendário estádio. “Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, México”, era o canto. Ah, claro, também teve a “ola”, tão tradicional quanto a tequila ou o mezcal, aliás, ambos vendidos livremente no estádio. O segundo tempo foi mais econômico nos gols, não na festa.
Em 1970, na Copa em que Pelé teve as roupas arrancadas por torcedores que queriam um ‘regalo’ do Rei, a seleção mexicana ficou com a sexta melhor posição. Caiu nas quartas de final diante da Itália. Já em 1986, na Copa em que Maradona enfileirou ingleses, marcou de mão e depois ajudou o seu time a vencer a Alemanha, novo sexto lugar. Os mexicanos haviam caído justamente para a Alemanha, nas quartas, nos pênaltis.
O Estádio Azteca, modernizado, e até trocado de nome pela concessionária que administra os negócios por aqui, tem grande influência nos bons resultados. O time de Javier Aguirre venceu a África do Sul (2 a 0), a Tchéquia (3 a 0) e agora o Equador (2 a 0) diante de 80.824 pessoas absolutamente apaixonadas por sua seleção. A outra partida da equipe foi em Guadalajara, contra a Coreia do Sul (1 a 0).
Uma nova vitória na Copa do Mundo ainda não dará ao México, anfitrião ao lado de Estados Unidos e Canadá, o seu melhor desempenho em Copas. Há que lembrar, no entanto, que a equipe está invicta e embalada por grandes atuações: são quatro vitórias, seis gols marcados e nenhum sofrido, com 100% de aproveitamento.
A julgar pelo apoio incondicional da torcida, ninguém pode prever o que acontecerá na próxima partida do México no Estádio Azteca.
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Fonte Original: Placar





