Da casa de Gattuso a broncas de De Zerbi, Luis Henrique relembra técnicos
Luis Henrique nunca teve medo de mudanças. Natural de João Pessoa (PB), ele foi ainda adolescente tentar a sorte no sul do Brasil, subiu para se profissionalizar pelo Botafogo, e ganhou destaque no Olympique de Marselha, da França, antes de chegar ao melhor momento de sua carreira, na Inter de Milão.
Presente na maioria dos jogos logo em sua primeira temporada pela equipe que lidera a Série A italiana, Luis Henrique virou peça importante por sua versatilidade. Atacante de origem, vem atuando como ala na Inter do técnico Christian Chivu. Sonha até com seleção brasileira para o ciclo de 2020, o jogador contou, em entrevista exclusiva à PLACAR, que sua relação com a Itália vem de longa data.
No Olympique de Marselha, ele foi treinado por Gennaro Gattuso, técnico recentemente demitido da seleção italiana após a Azzurra ficar de fora da Copa do Mundo pela terceira vez seguida, e com Roberto De Zerbi, atual comandante do Tottenham. Ambos disciplinadores, mas muito queridos por Luis Henrique.
Luis Henrique se tornou titular da Inter de Milão – @Inter/X
“Tenho uma relação curiosa com Gattuso: moro na casa dele (risos). Quando vim para Milão, queria morar em casa, e só tinha apartamento. Mandei mensagem para quem eu conhecia e acabei ficando em uma casa que é dele”, contou Luis Henrique à PLACAR.
“Mas quem me fez dar um salto foi o De Zerbi. Ele me abraçou, me colocou debaixo do braço dele e me deu confiança. Ele cobra muito, quando tá bravo é difícil lidar com ele. Foi fundamental na minha evolução”, contou o atacante/ala, que também trabalhou com Jorge Sampaoli, Luís Castro e outros nomes importantes.
Luis Henrique e a relação com treinadores
Como foi a passagem pelo Olympique de Marselha? Cheguei na época da pandemia, sem torcida. Peguei o Villas-Boas no começo, depois chegou o Sampaoli. Com ele, joguei bastante no início e tive boa sequência, emendei várias assistências. No segundo ano, achei que fosse continuar, mas ele montou o time com os jogadores que ele queria e eu joguei menos. Eu não entendia muito bem, porque a comissão gostava de mim, eu estava bem, mas ele mantinha sempre o mesmo time e até por isso que acabei querendo voltar para o Brasil.
Tem algum bastidor daquela temporada que te marcou? Acho que mais as experiências com os treinadores. Tive muitos técnicos em pouco tempo. Aprendi bastante com o Luís Castro. O Caçapa também me ajudou muito, mesmo em pouco tempo. Sempre me dava conselhos. Brinco que, se falar com ele hoje, vou dizer que ele mentiu porque me voltaram de lateral (risos). Ele dizia que eu faria muitos gols com ele, jogando como atacante, mas ele teve um contrato curto também.
Você trabalhou com muitos técnicos importantes. Quem mais te marcou? O Caçapa foi um deles… Lá atrás, o Autuori foi um técnico muito importante para mim. Mas quem me fez dar um salto foi o De Zerbi. Ele me abraçou, me colocou debaixo do braço dele e me deu confiança. Ele cobra muito, quando tá bravo é difícil lidar com ele. Foi fundamental na minha evolução. O Gattuso também foi muito importante. Era um momento difícil do clube e ele confiou em mim. Eu jogava como atacante, de costas para o gol, e ele veio me perguntar onde eu me sentia mais à vontade. Eu estava perto de sair já e voltar para o Brasil, no último jogo ele mudou o sistema só para me colocar na minha posição. Fui bem e ele que garantiu a minha renovação e permanência no clube.
Você ainda mantém contato com o Gattuso? Tenho uma relação curiosa com ele: moro na casa dele (risos). Quando vim para Milão, queria morar em casa, e só tinha apartamento. Mandei mensagem para quem eu conhecia e acabei ficando em uma casa que é dele.
Luis Henrique é apresentado pela Inter de Milão – Divulgação / Inter
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Fonte Original: Placar




