Espelho d’água do Palácio do Planalto foi construído após tentativa de atentado em 1989; conheça a história e veja VÍDEOS


Em 1989, homem invadiu Palácio do Planalto com ônibus
O Palácio do Planalto, local de trabalho da Presidência da República, foi inaugurado na mesma data que Brasília, em 21 de abril de 1960.
Mas você sabia que o espelho d’água só foi inaugurado décadas depois, em 1991? ????
A construção foi pensada para reforçar a segurança em volta do local, após uma tentativa de atentado contra o então presidente José Sarney. À época, a TV Globo noticiou os detalhes do caso (veja vídeo acima).
Era uma terça-feira, 30 de maio de 1989. João Antônio Gomes, de 36 anos, roubou um ônibus na Rodoviária do Plano Piloto e invadiu o Planalto.
Aos jornais, a Polícia Federal informou que, no depoimento, João Antônio disse que foi motivado por “insatisfação com o governo” e queria matar Sarney. Ainda em depoimento para os federais, o homem falou que “sentia por não ter matado ninguém” (veja detalhes mais abaixo).
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Como foi a invasão
Segundo noticiado pela TV Globo, em 30 de maio de 1989, João Antônio Gomes roubou um ônibus da empresa Planeta, na Rodoviária do Plano Piloto, dirigiu até o Planalto e invadiu o local.
Apenas o motorista se feriu – ele foi preso ainda no local.
O atentado causou estragos no teto e na entrada do prédio (veja vídeo abaixo).
30 de maio de 1989: veja estragos no Palácio do Planalto após invasão com ônibus
Os guardas só conseguiram interferir quando o ônibus já tinha entrado cerca de 30 metros. Minutos depois, a guarda presidencial armada circulou o palácio.
A Secretaria de Segurança do DF foi chamada para ver se havia explosivos dentro do ônibus, mas nada de estranho foi encontrado.
O motorista sofreu arranhões nas mãos. Depois de passar pelo Instituto Médico Legal, ele foi levado para a Polícia Federal para prestar depoimento.
Em 30 de maio de 1989, João Antônio Gomes, roubou ônibus e invadiu Palácio do Planalto, em Brasília
TV Globo
O gerente da viação Planeta disse aos jornalistas que a empresa não tinha relação com o ocorrido e que o homem não era um funcionário.
Ainda no local, o chefe da Casa Civil Ronaldo Costa Couto também deu declarações.
“Na melhor das hipóteses, a pessoa responsável por esse evento está em busca de notoriedade. Na pior das hipóteses, isso mesmo que você está pensando”, disse.
Três horas depois da invasão, um militar do Corpo de Bombeiros dirigiu o ônibus para fora do palácio até a garagem da Planeta. Outros militares precisaram entrar no veículo para fazer peso e o ônibus não danificar mais o teto.
O que aconteceu depois?
Em 1989, TV Globo apura vida de João Antônio Gomes, que invadiu Palácio do Planalto
O jornal Gazeta Mercantil noticiou, em 31 de maio daquele ano, que Sarney teria desabafado com assessores sobre o incidente. “O Brasil resolveu me pegar para Cristo”, teria dito o presidente.
???? Sarney já foi alvo de outros ataques. No ano anterior, em 1988, um homem chegou a sequestrar um avião para atingir o Palácio do Planalto. Ele foi impedido pelo piloto da aeronave.
Os jornais noticiaram que, de acordo com exames do Instituto Médico Legal, João Antônio não estava bêbado no momento do acidente. Por suspeitar de que o homem sofresse de algum “problema mental”, a PF solicitou exames médicos.
“[O atentado] não faria mais do que atender à vontade do povo brasileiro”, João disse para a PF em depoimento.
Após o depoimento, João Antônio ficou detido no Núcleo de Custódia da Papuda.
A TV Globo apurou que João Antônio Gomes morava com a mãe, esposa e dois filhos em Taguatinga, no Distrito Federal (veja vídeo acima). Poucos dias antes da invasão ao Planalto, ele conseguiu um trabalho como motorista do Banco Bamerindus, após quase três anos desempregado.
Em conversa com a TV Globo, a família do homem não soube explicar o que levou ele a cometer o ato.
Medo e reforço da segurança
Espelho d’água do Palácio do Planalto, em 1996
TV Globo
Logo após o atentado, o Serviço Nacional de Informações (SNI) avaliou formas de reforçar a segurança na região.
O governo do DF até consultou Oscar Niemeyer sobre o assunto. Foram estudadas medidas como:
construção do espelho d’água em volta do Palácio;
colocação de correntes;
formação de canteiros com barras de ferro.
A segurança do presidente se tornou uma preocupação. Como noticiado pela TV Globo, o espelho d’água foi inaugurado em 1991, como medida de segurança após o episódio de 1989.
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Fonte Original: G1