Flamengo: Rossi detalha principal diferença entre Jardim e Filipe Luís


Agustín Rossi desembarcou há dois anos e meio no Rio de Janeiro e rapidamente entendeu o que é ser Flamengo. Em entrevista exclusiva ao Guia da Libertadores 2026, lançado nesta semana por PLACAR, o goleiro argentino revelou uma meta ousada: tornar o clube rubro-negro recordista de títulos da competição (faltam três taças para igualar o Idependiente-ARG).
No papo com o repórter Klaus Richmond, Rossi revelou as semelhanças e diferenças no trabalho entre os técnicos Filipe Luís, demitido no início desta temporada, e do substituto Leonardo Jardim.
“Na parte técnica, o time continua sendo muito intenso dentro de campo. Muitas das ideias táticas que o Filipe usava, o Jardim também utiliza. A maior diferença de um para o outro talvez seja a mentalidade: a intenção de machucar o adversário o mais rápido possível no momento em que recuperamos a bola”, afirmou Rossi.
Entrevista com Rossi no Guia da Libertadores 2026 – PLACAR
Rossi também falou sobre a possibilidade de se naturalizar brasileiro e de seu sonho de voltar a ser convocado pela seleção argentina.
Confira um trecho da entrevista, cuja íntegra está disponível na edição impressa de abril.
Como o elenco recebeu a notícia da saída do Filipe Luís? Além das conquistas, ele era muito próximo ao grupo. Foi uma surpresa? Acho que ninguém gostou de perder o Filipe, porque ele era muito querido por todos no clube, tanto como jogador quanto na beira do campo. Mas, quando chega um novo treinador, o elenco acaba se motivando ainda mais, porque o trabalho recomeça do zero e todos passam a competir por um lugar no time. Isso eleva o nível de competitividade. Independentemente de quem jogar, nosso pensamento tem que ser sempre vencer e representar o Flamengo da melhor forma possível.

E quais são as principais diferenças no dia a dia e entre as metodologias de Filipe Luís e Leonardo Jardim? Na parte técnica, o time continua sendo muito intenso dentro de campo. Muitas das ideias táticas que o Filipe usava, o Jardim também utiliza. A maior diferença de um para o outro talvez seja a mentalidade: a intenção de machucar o adversário o mais rápido possível no momento em que recuperamos a bola. Inclusive, já estamos marcando gols dessa forma.
Você teve uma saída conturbada do Boca, foi vice da América como reserva… imaginava, depois de tudo isso, um roteiro em que ganharia a Libertadores como protagonista? Minha saída do Boca ao fim do meu contrato não foi algo que decidi sozinho. Tomamos essa decisão em família. Quando escolhi o Flamengo, além do gigantismo que o clube representa para a América do Sul e para o mundo, uma das minhas principais metas era conquistar títulos importantes e fazer história. Talvez eu só não imaginasse que seria criaria uma identificação tão forte com a torcida tão rapidamente. O carinho não apenas dos torcedores, mas de todos dentro do clube, é muito importante para mim. Isso me deixa muito feliz, porque ser argentino e vir morar no Brasil poderia ser um pouco complicado, mas estou muito adaptado e contente aqui.

 

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No início do ano, falaram sobre um possível processo seu para obter a cidadania brasileira. Você já deu entrada? Não, ainda não iniciei nenhum trâmite. Acredito que sejam necessários quatro anos de residência no país para poder dar entrada nesse tipo de pedido.
Mas é um plano? Tudo o que for para o futuro e que ajude o Flamengo a liberar uma vaga de estrangeiro, possibilitando a chegada de mais jogadores, acho positivo. Mas não é algo em que eu pense hoje. No futuro, talvez.
O Filipe Luís brincou em uma entrevista dizendo não acreditar na convocação de um argentino. Você consegue se imaginar vestindo a camisa do Brasil, agora que a seleção tem um treinador estrangeiro? Ou essa possibilidade ainda é muito distante? Acho muito difícil, hoje em dia não penso nisso. Sempre faço o meu melhor para ter uma oportunidade na seleção da Argentina, que é um desejo grande que tenho. Continuo me dedicando, trabalhando feliz e dando o meu máximo no clube para que essa possibilidade possa chegar.
Você foi convocado por Scaloni apenas uma vez, em 2021. Ainda é possível sonhar com a disputa de uma Copa do Mundo? Sim, foi naquela partida entre Brasil e Argentina em que houve o caso de Covid-19, e alguns jogadores precisaram retornar à Europa por causa da pandemia. Fui chamado de urgência para suprir a ausência do Dibu [Martínez], que teve que voltar para a Inglaterra. Fiquei uns dois ou três dias com o grupo para um jogo contra a Bolívia, pelas Eliminatórias. Sempre tenho o desejo de voltar. Hoje em dia, o prazo para a Copa do Mundo está um pouco apertado, mas tenho que continuar trabalhando. Além disso, preciso reconhecer que os três goleiros convocados atualmente: Dibu, Rulli e Musso, que hoje está no Atlético de Madrid, são grandes nomes e vêm fazendo um excelente trabalho. Merecem estar lá.
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Fonte Original: Placar