Incertezas no cessar-fogo da guerra movimenta mercado financeiro

As recentes medidas anunciadas pelo Governo Federal para conter a alta dos combustíveis e do querosene no preço das passagens aéreas, reforçam um alerta importante: os conflitos internacionais já estão gerando efeitos diretos na economia brasileira e no dia a dia da população.

Nesta segunda-feira (13), quando os termos do cessar-fogo supostamente deveriam começar a valer, os Estados Unidos iniciaram um bloqueio do Estreito de Ormuz e a economia mundial segue em alerta.

Para o Assessor de Investimentos da Sicredi Serrana, Mônico Torres, o impacto já chegou ao consumidor, afinal conflitos armados, tensões geopolíticas – em um ano de eleições presidenciais – com possível alto grau de polarização, em conjunto com diversos outros fatores trazem um grau de incerteza raramente visto nos mercados. “Em um cenário de volatilidade atípica e constante recalibragem das expectativas, as oscilações observadas ao longo no ano e, em especial, nos últimos dias, apontam a necessidade de um olhar mais atento à risco e uma postura atenta e cautelosa”, afirma.

Investimentos com gestão de riscos

Para quem já possui produtos e carteiras de investimentos, um olhar voltado para proteção deste patrimônio é essencial. “Uma diversificação adequada entre ativos, de acordo com a necessidade de cada investidor, se mostra como uma grande aliada para proteção da carteira mediante diversos cenários”, pontua Torres.

Importante frisar, todavia, que diversificar não é apenas distribuir entre diversos produtos. “É preciso compreender como cada produto se inter-relaciona e a como estes se comportam mediante cada cenário. Uma carteira adequadamente diversificada é como um transatlântico que navega em todos os oceanos e se mantém constante durante eventuais tempestades. Para construção de um portfólio adequado, orientação profissional é amplamente recomendada”, ressalta o assessor de investimentos.

Já para quem pensa em investir e tem receio em razão do atual cenário, é importante compreender que o maior risco é, na verdade, não ter uma carteira de produtos financeiros que o proteja.  Há produtos de investimentos que protegem o investidor em cenários de crise.

“Investimentos atrelados ao ouro, que é considerada a mais antiga e segura reserva de valor do mundo, tendem a valorizar durante grandes crises. Ativos financeiros atrelados diretamente à inflação, protegem o poder de compra do investidor. Há diversos outros ativos financeiros que praticamente “blindam” o investidor mediante cenários atípicos, mas é preciso dosar o peso de cada classe dentro de um conjunto”, explica. 

Torres reforça que o cenário atual mostra como acontecimentos globais estão cada vez mais conectados à realidade das famílias brasileiras.

Incertezas no cessar-fogo da guerra movimenta mercado financeiro

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De: Christini Ziviani