Mais empresas dividem o custo do plano de saúde com os funcionários
Quase metade das empresas já dividem com seus funcionários o valor mensal do plano de saúde, com o objetivo de driblar os altos reajustes dos contratos corporativos dos convênios.
Em 2020, 41% das empresas pagavam apenas parte da mensalidade dos planos de saúde de seus funcionários, descontando o restante do valor do convênio direto na folha. Em 2025, essa fatia subiu para 48%.
Além disso, a parcela média que as empresas pagam do valor do plano caiu de 71%, em 2020, para 60% em 2025. Ou seja, agora, na média, o trabalhador paga 40% do plano.
O movimento acontece em um contexto em que o reajuste anual dos preços dos planos corporativos foi de 11%, quase o dobro da alta de +6% dos planos individuais — que têm uma correção anual limitada pela agência reguladora. Alguns fatores causaram esse aumento:
- A inflação médica: O custo de consultas, exames, cirurgias e medicamentos subiu mais até do que o índice de preços oficial do país (IPCA);
- Alta do custo de terapias: Em 2022, as terapias deixaram de ter limite de uso nos planos, por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS);
- Mais uso por dependentes: Houve aumento do número de usos do plano por dependentes, principalmente de usuários menores de idade — filhos, em geral.
No país, os corporativos respondem por 73% dos planos de saúde do país, são definidos em livre negociação entre a empresa e a seguradora de saúde.
Fonte: https://thenewscc.beehiiv.com/

(Imagem: Axios)




