Motoboy desaparece com videogame durante entrega por aplicativo em Uberlândia

Motoboy desaparece com videogame durante entrega por aplicativo em Uberlândia
Uma mulher de 38 anos registrou um boletim de ocorrência após um motoboy desaparecer com um videogame que seria entregue por aplicativo. O caso aconteceu em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na segunda-feira (20).
Segundo a vítima, ela estava na casa da irmã, no bairro Jardim Europa, quando pediu a entrega para enviar o aparelho até a zona rural, onde mora. O marido aguardava o produto, mas o videogame não foi entregue.
Em nota, a empresa 99 informou que bloqueou o motociclista da plataforma e lamentou o ocorrido. Veja a íntegra abaixo.
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De acordo com a Polícia Militar (PM), o caso foi registrado como furto consumado. A corporação tenta localizar o entregador e o videogame.
Imagens de câmeras de monitoramento mostram a mulher com a mãe no momento em que entregam o videogame ao motoboy. O aparelho estava em uma sacola plástica, dentro de uma bolsa. Assista ao vídeo acima.
Ponto a Ponto do Vídeo
Por volta das 14h, o motoboy chegou ao endereço, no bairro Jardim Europa, para buscar a encomenda.
O homem desceu da moto e mexeu na parte de trás do veículo.
Após alguns instantes, o entregador subiu novamente na moto e pegou a encomenda, que estava em uma sacola plástica vermelha. Ele teve dificuldade para transportá-la dessa forma.
Diante da situação, a mãe da vítima voltou à casa e pegou uma bolsa para facilitar o transporte.
O homem colocou a encomenda dentro da bolsa, a posicionou atravessada no corpo e, em seguida, saiu.
Segundo a mulher, o entregador não apresentou comportamento suspeito e foi educado ao retirar a encomenda.
Durante o trajeto, porém, o homem não respondeu às mensagens. Desesperada, a mulher enviou várias perguntas, como se ele havia encontrado o endereço e se já estava chegando.
Em uma das mensagens, ela avisou que acionaria a polícia caso não tivesse resposta. Mesmo assim, o entregador não respondeu.
Motoboy desaparece com videogame durante entrega por aplicativo em Uberlândia
Redes Sociais/Reprodução
Ainda segundo a mulher, a entrega começou por volta das 13h50. Após o motoboy pegar o aparelho, o aplicativo passou a apresentar falhas, como se a tela estivesse travada.
Cerca de duas horas depois, sem atualização da localização e sem resposta às mensagens, o aplicativo indicou que a corrida havia sido cancelada pelo entregador.
“Esperança a gente tem de que o videogame seja devolvido. Eu queria pelo menos o ressarcimento do aparelho. O videogame é do meu marido e do meu filho. Já tinha um bom tempo que a gente tinha ele. Fico indignada com isso”, relatou a mulher.
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Posicionamento da empresa
Em nota, a empresa 99 lamentou a experiência relatada e informou que o motociclista parceiro foi bloqueado da plataforma.
‘”Uma equipe especializada está em contato com a usuária para prestar suporte e orientações necessárias. A empresa informa que é uma plataforma de tecnologia que realiza o serviço de intermediação entre entregadores e clientes, e segue à disposição para colaborar com as autoridades”, escreveu.
A mulher disse que, assim que percebeu o ocorrido, acionou a empresa responsável pela entrega por meio da Central de Segurança. Em um primeiro contato por e-mail, recebeu apenas a informação de que as medidas cabíveis haviam sido tomadas e que o caso havia sido encerrado, sem detalhes sobre o paradeiro do entregador, possível responsabilização ou ressarcimento.
Segundo a mulher, o prejuízo passa de R$ 1,7 mil, além dos R$ 40 pagos pela corrida não concluída.
Após novos questionamentos, desta vez por aplicativo de mensagens, a empresa deu outra resposta.
“Sinto muito pelo ocorrido, esse incidente é inadmissível! E não é o tipo de experiência que desejamos para nossos usuários. Pode ficar tranquila que a 99 irá tomar todas as medidas cabíveis sobre esse incidente”, informou a empresa à vítima.
Apesar disso, ao perguntar sobre ressarcimento, a mulher foi informada de que o seguro da plataforma cobre apenas incidentes em corridas intermediadas pelo aplicativo e não inclui danos a bens físicos, como carros, celulares ou outros objetos. A empresa afirmou ainda que o caso não se enquadra nos critérios da cobertura.
???? As empresas que intermediam o transporte de mercadorias são consideradas fornecedoras de serviço. Por isso, estão sujeitas ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). De acordo com o artigo 14, essas plataformas respondem objetivamente por danos causados aos consumidores, independentemente de culpa. Assim, em casos de extravio ou furto durante a entrega, a empresa pode ser responsabilizada pelos prejuízos sofridos pelo cliente.
“É injusto esse tipo de resposta. O que estão fazendo é errado. Vou continuar insistindo até que isso seja resolvido”, afirmou a vítima.
A reportagem também questionou a Polícia Civil sobre a instauração de inquérito para investigar o ocorrido. Em retorno, foi informado que a vítima ainda precisa se apresentar à delegacia para abertura do inquérito.
Videogame que deveria ter sido entregue em Uberlândia
Redes Sociais/Reprodução
*Estagiária sob supervisão de Daniela Nogueira.
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