Nada de Luis Suárez: quem é o artilheiro do Uruguaio em Copas


Se você acompanha as estatísticas da seleção uruguaia e quer a resposta exata, saiba que o maior artilheiro do Uruguai na história das Copas do Mundo é o ex-atacante Óscar Míguez. Ele marcou oito gols ao disputar duas edições do torneio de seleções, superando ídolos midiáticos e artilheiros consagrados das gerações recentes do futebol sul-americano.
O faro de gol de Óscar Míguez na década de 1950
Óscar Omar Míguez foi a principal referência ofensiva da equipe campeã no Brasil. Durante a Copa do Mundo de 1950, o centroavante teve um desempenho avassalador já na fase de grupos, quando marcou três gols contra a Bolívia na vitória por 8 a 0. No mesmo torneio, ele ainda guardou mais dois tentos decisivos diante da Suécia.
Embora não tenha feito gol na lendária final do Maracanazo, o seu impacto na campanha do título foi indiscutível. Quatro anos mais tarde, na edição de 1954 na Suíça, o atacante voltou a mostrar sua eficiência dentro da área. Míguez anotou mais três gols na competição, balançando as redes contra a Tchecoslováquia e a Escócia, encerrando sua trajetória com uma marca intocável.
Ranking histórico dos goleadores da seleção celeste
Atrás da liderança de Míguez, a lista reúne craques que marcaram o futebol mundial no século XXI. Abaixo, detalhamos a posição dos jogadores que mais balançaram as redes pela seleção na principal competição do planeta:
1. Óscar Míguez (8 gols)
O detentor do recorde precisou de apenas sete partidas em dois mundiais para atingir o topo da lista. A média superior a um gol por jogo consolida o camisa nove como um dos atacantes mais letais e eficientes de sua época.
2. Luis Suárez (7 gols)
O principal astro da era moderna uruguaia ficou a um gol de empatar o recorde. Suárez construiu sua artilharia ao longo de quatro participações, protagonizando momentos inesquecíveis para os torcedores, como os dois gols contra a Inglaterra no torneio disputado no Brasil.
3. Diego Forlán (6 gols)
Eleito o melhor jogador do torneio em 2010, Forlán foi o grande responsável por recolocar o país na semifinal. Ele marcou cinco vezes apenas na África do Sul, número que se somou a um belíssimo gol anotado anteriormente na Coreia e no Japão.
4. Edinson Cavani e Pedro Cea (5 gols)
Na quarta posição, ocorre um empate técnico entre duas gerações distintas. Pedro Cea foi peça vital no primeiro título mundial em 1930, enquanto Edinson Cavani deixou sua marca nas edições de 2010, 2014 e 2018, incluindo uma atuação de gala na eliminação da equipe de Portugal.
O cenário atual e os candidatos a quebrar a marca
Com a despedida internacional da dupla Suárez e Cavani, a responsabilidade ofensiva passou para uma nova safra de atletas que disputam as principais ligas europeias. Darwin Núñez desponta como a principal referência no setor de ataque para os próximos ciclos de competições.
No entanto, para alcançar o topo da artilharia histórica, qualquer novo candidato terá o complexo desafio de entregar uma regularidade excepcional em um número restrito de jogos. O futebol contemporâneo impõe sistemas defensivos muito mais compactos e rigorosos, o que eleva a dificuldade e valoriza imensamente a marca estabelecida na década de cinquenta.
A preservação deste recorde nas mãos de Óscar Míguez reforça o peso da tradição uruguaia nos gramados. A estatística materializa o período de ouro da equipe, provando que as grandes lendas resistem ao teste do tempo e continuam pautando a história do esporte internacional.

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Fonte Original: Placar