Normas inéditas vão definir como profissionais devem atuar no ES e no país

Normas inéditas vão definir como profissionais devem atuar no ES e no país

Assim como a Engenharia opera com normas técnicas que orientam projetos e garantem segurança à sociedade, a Administração brasileira caminha para adotar seus próprios parâmetros. A mudança já começou: o Conselho Federal de Administração (CFA) aprovou a criação das Normas Brasileiras da Administração (NBA), iniciativa que promete impactar diretamente o exercício da profissão, especialmente para quem atua sem registro ou fora de padrões técnicos.

No Espírito Santo, onde mais de 15,5 mil profissionais estão registrados no Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES), a expectativa é de fortalecimento da área e ampliação da fiscalização. Com as novas normas, a atuação irregular tende a ser mais facilmente identificada, ao mesmo tempo em que a profissão ganha critérios mais claros sobre como as atividades devem ser executadas.

As NBA serão divididas em dois eixos: normas técnicas, que irão padronizar procedimentos e práticas de gestão, e normas éticas, voltadas à conduta profissional. Na prática, isso significa menos espaço para interpretações subjetivas e mais segurança para organizações e para a sociedade.

O Espírito Santo participa diretamente desse avanço. O CRA-ES integra o grupo de trabalho responsável pela construção das normas, com a atuação do superintendente, administrador Pedro Prêmoli. A presença capixaba reforça o papel do estado na construção de um novo momento para a Administração no país.

Com a implementação das normas, a fiscalização também deve ganhar novo alcance: além de verificar o registro profissional, passará a avaliar a qualidade técnica dos serviços prestados. O resultado esperado é um mercado mais organizado, com valorização dos profissionais qualificados e maior proteção para quem contrata serviços de gestão.