Prestianni nega racismo contra Vini Jr. e recebe apoio do Benfica


O jogador argentino do Benfica, Gianluca Prestianni, usou duas redes sociais para negar que tenha cometido um ato racista contra o brasileiro Vinicius Júnior, autor do gol da vitória do Real Madrid por 1 a 0, em Lisboa, pela Champions League, nesta terça-feira, 17.
Prestianni, que cobriu a boca com sua camisa, impedindo que houvesse uma leitura labial, foi acusado por Vini Jr. de tê-lo chamado de mono (macaco). O argentino negou”. Quero esclarecer que em nenhum momento insultei se forma racista a Vinícius Jr. que, lamentavelmente, mal interpretou algo que pensa ter ouvido”, escreveu.  “Jamais fui racista com alguém e lamento as ameaças que recebi de jogadores do Real Madrid”, complementou o argentino.
O Benfica compartilhou sua postagem com uma mensagem de apoio ao camisa 25: “Juntos, ao teu lado”

Juntos, ao teu lado. pic.twitter.com/RLxQ7Vm0W9
— SL Benfica (@SLBenfica) February 18, 2026

O Benfica ainda rebateu, sem citar nomes, a declaração de Kylian Mbappé, que saiu em defesa de Vinicius e disse ter ouvido Prestianni chamar o brasileiro de macaco cinco vezes. “Como demonstram as imagens, dada a distância, os jogadores do Real Madrid não podem ter ouvido o que andam a dizer que ouviram.”, escreveu, exibindo um vídeo do momento.
https://x.com/SLBenfica/status/2023943527906844839
O que Vini, Mbappé e Mourinho disseram sobre racismo
O duelo disputado no estádio da Luz, válido pelos playoffs, foi interrompido por dez minutos após o acionamento do protocolo antirracismo pela arbitragem, aos cinco minutos do segundo tempo. O incidente ocorreu logo após o golaço marcado pelo próprio Vini Jr, que definiu o triunfo por 1 a 0 dos visitantes. Prestianni cobriu a boca com a camisa, tornando impossível realizar a leitura da labial de sua fala.
Segundo Mbappé, Prestianni chamou Vinicius Jr. de macaco cinco vezes.  “O camisa 25, não quero falar o nome dele, porque ele não merece, mas ele começou a usar umas palavras inaceitáveis, levantou a camisa, cobriu a boca e chamou o Vini de macaco cinco vezes e eu, o Vini e muitos jogadores da equipe perdemos o controle. Não queríamos voltar a jogar, porque isso é inaceitável”, afirmou Mbappé na zona mista.
“Somos vistos por muitas crianças, é a Champions, todo mundo quer jogar essa competição. Temos que dar bom exemplo. Eu não sou perfeito, o Vini não é perfeito em campo, todos os jogadores que estavam em campo não são perfeitos, mas algumas coisas não podemos aceitar. Quero falar as coisas de um jeito claro, porque não quero generalizar, estou falando de um jogador que falou. Já estive em Portugal várias vezes, tenho amigos em Portugal, nunca tive problemas aqui, então seria um erro falar do Benfica ou de Portugal ou das pessoas no estádio, porque não merecem isso. Estou falando de um jogador que não merece estar na Champions, a melhor competição de todas”, complementou Mbappé.
O jogador francês, que nos tempos de PSG também defendeu Neymar em um episódio semelhante, foi flagrado pelas câmeras de transmissão chamando Prestianni de racista diversas vezes ao longo do segundo tempo.

Mbappe. Respeito. pic.twitter.com/HxlLxV5CPk
— DataFut (@DataFutebol) February 17, 2026

Vinicius Jr. comentou o ocorrido em suas redes sociais e chamou Prestianni de covarde.
“Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos. Mas, eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família”, escreveu Vini Jr, que também criticou o árbitro do jogo.
“Eu recebi cartão amarelo por comemorar um gol. Ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu. Não gosto de aparecer em situações como essa, ainda mais depois de uma grande vitória e que as manchetes têm de ser sobre o Real Madrid, mas é necessário.”
José Mourinho critica Vini por ‘provocação’
O treinador do Benfica, José Mourinho, discutiu com Vinicius em campo e disse tê-lo repreendido por sua comemoração, dançando na bandeira de escanteio. E se negou a cravar que tenha ou não havido racismo.

“Eu conversei com os dois. O Vinicius me disse uma coisa, mas o Prestianni me disse outra. Não posso tomar partido, nem ser vermelho (Benfica) e dizer que acredito 100% no Prestianni, nem branco (Real Madrid), e dizer que o que Vinicius me disse é verdade. Eu não posso”, afirmou Mourinho, à Movistar.
“Vinicius marca um gol que só ele ou o Mbappé conseguem marcar. Ele tinha que subir nos ombros de seus companheiros e não mexer com 60.000 pessoas neste estádio. Essa é a única coisa que digo”, disparou Mourinho, ele próprio um conhecido provocador de torcidas adversárias. “Em quantos estádios isso já aconteceu? Em quantos? É um jogador de outro mundo, me encanta muito, mas marca um gol como esse. Saia nos braços dos seus companheiros. Foi aí que acabou a partida”.

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Fonte Original: Placar