A Colômbia está perto de eleger um novo Milei?
Milhões de colombianos foram às urnas nesse domingo para o 1° turno das eleições presidenciais. O pleito ocorre em meio a uma severa onda de violência no país, principalmente na esfera política, além de tensões na fronteira com Equador.
Lembre-se que, no ano passado, o pré-candidato Miguel Uribe foi assassinado após ser baleado em um comício.
Como ficaram os resultados?
Contrariando as projeções das pesquisas eleitorais, o candidato de direita Abelardo de la Espriella ficou em 1° lugar com 43% dos votos.
- Conhecido como “Bukele colombiano” e alinhado a Trump, Espriella propõe uma ofensiva militar contra as guerrilhas, a construção de 10 megaprisões e a retirada da Colômbia da ONU e da OEA.
O resultado revoltou o presidente Gustavo Petro, que afirmou horas depois não reconhecer a contagem de votos. O candidato aliado a ele, o atual senador Iván Cepeda, teve 41% dos votos.
Responsável por mediar o acordo de paz com as Farc em 2016, Cepeda defende o aumento de impostos para os mais ricos e a distribuição de terras para vítimas de conflitos internos.
Por que isso importa: A eleição colombiana pode servir como o principal termômetro ideológico na América do Sul, antecedendo as eleições presidenciais por aqui.
Na prática, o resultado vai indicar se o país seguirá a recente guinada à direita no continente, com o ingresso de mais um “outsider” como Milei e Bukele, ou se vai manter a esquerda no poder. A resposta vem daqui a três semanas, com o 2° turno.
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(Imagem: Juan Carlos Sierra Pardo)
Fonte: The News





